A inteligência artificial depende de grandes volumes de dados para funcionar. Cada recomendação personalizada, cada sistema de reconhecimento de imagem e até as buscas na internet são aprimorados por meio do aprendizado de máquina, ou “machine learning”, que exige informações detalhadas sobre padrões de comportamento. Mas, se a coleta de dados cresce cada vez mais, como garantir que a privacidade dos indivíduos seja preservada?
A anonimização de dados é uma das respostas para esse dilema. A técnica permite que informações sejam utilizadas sem revelar a identidade das pessoas às quais se refere. No entanto, ainda há um grande debate sobre quais métodos são realmente eficazes e como garantir que os dados anonimizados não possam ser rastreados até um indivíduo específico. A World, por exemplo, adota uma abordagem inovadora para isso, combinando tecnologias avançadas de criptografia com o seu compromisso com a segurança.
Como funciona a anonimização na World?
A anonimização de dados consiste, portanto, em alterar ou transformar informações de maneira que elas não possam ser associadas a um indivíduo. Na prática, isso significa que, mesmo que um banco de dados seja acessado indevidamente, os dados nele contidos não permitiriam a identificação das pessoas envolvidas.
A World leva essa ideia adiante com o uso da Computação Multipartidária Anonimizada (AMPC), método sofisticado que cria códigos secretos e criptografa dados para impedir sua vinculação a qualquer pessoa. O processo funciona da seguinte forma: quando uma pessoa verifica seu World ID em uma Orb, o dispositivo capta imagens da íris e do rosto. A partir dessa imagem, é criado um código da íris, uma sequência numérica única, que não contém dados identificáveis, apenas a representação matemática da biometria.
Esse código passa por um processo de criptografia que gera códigos independentes. Nenhum deles, sozinho, contém qualquer informação útil e não pode ser linkado de volta à pessoa. Esses códigos são armazenados em bancos de dados descentralizados operados por parceiros confiáveis, como o think tank especializado em blockchain Nethermind e a Universidade Friedrich Alexander Erlangen-Nürnberg, na Alemanha. E então, os dados anonimizados não podem ser usados para rastrear ou identificar a pessoa, garantindo que a identidade de cada pessoa permaneça protegida.
Com isso, é possível provar que alguém é um ser humano, sem precisar saber de quem se trata.
O debate sobre anonimização
Apesar da crescente adoção dessa estratégia, ainda há um impasse sobre como defini-la juridicamente. Esse debate se divide em duas abordagens principais: a impossibilidade efetiva, na noção de que a vinculação dos dados a um indivíduo é inviável dentro das condições práticas e tecnológicas disponíveis; e na impossibilidade técnica absoluta, pois os dados devem ser completamente impossíveis de serem vinculados a uma pessoa, mesmo que seja apenas em uma hipótese remota.
A primeira abordagem é adotada por especialistas que buscam equilíbrio entre privacidade e funcionalidade. Já a segunda, ao exigir que qualquer conexão futura seja tecnicamente impossível, cria uma barreira que pode tornar a anonimização inviável. Isso porque, hipoteticamente falando, qualquer dado pode ser identificado com tecnologia suficiente, ainda que essa tecnologia não exista hoje. Um exemplo de anonimização efetiva de um dado é o próprio voto, que aponta quantos votos os candidatos ou partidos receberam em uma sessão específica, mas sem apontar a escolha de cada eleitor individualmente, garantindo o voto secreto.
A World, entretanto, defende que a anonimização deve ser uma solução prática e aplicável, protegendo as pessoas sem impedir o uso responsável de dados. Por isso, investe em pesquisas, desenvolve soluções de código aberto e colabora com especialistas e reguladores para definir padrões realistas e eficazes, sempre alinhados às melhores práticas de privacidade digital.
A inteligência artificial seguirá avançando exponencialmente, mas é possível garantir a proteção de dados das pessoas, independentemente de quaisquer outros interesses. Então, apesar da coleta de dados crescer cada vez mais, e com isso a vulnerabilidade também, a solução da World faz com que exista uma forma de estar online de maneira segura e privada, sem expor os dados mais sensíveis.
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