O que é a Sétima Web?

Mar 28, 2025 3 Minute Read

A internet já passou por diversas transformações, moldando como as pessoas se conectam e interagem com o mundo. Em 1999, o tecnólogo Bill Joy apresentou a teoria das "Seis Webs", categorizando diferentes formas de acesso à rede, algumas delas ainda muito iniciais na época. Ele antecipou, por exemplo, a conectividade permanente dos celulares e a comunicação direta entre dispositivos. O que hoje é algo rotineiro e quase universal, à época era uma aposta incerta.

No entanto, o que ele não previu foi um desafio ainda maior: como garantir que as interações digitais, cada vez mais sofisticadas, continuem sendo, de fato, humanas? Com a ascensão da inteligência artificial, essa pergunta se tornou urgente. Sistemas automatizados já são capazes de se passar por pessoas e quebrar testes de verificação. Fraudes em e-commerce, golpes com deepfakes e manipulação em redes sociais são comuns.

Diante desse cenário, surge a proposta da Sétima Web, ou Human Web, uma nova camada de segurança para garantir a autenticidade das interações sem comprometer a privacidade dos usuários. No caso da World, essa camada extra é com o método que permite verificar a humanidade de alguém ao manter sua identidade anônima.

Contexto desafiador

Aprofundando o problema, os Bots já são capazes de gerar textos de qualidade, responder a mensagens e até engajar em discussões online com um nível de sofisticação que torna difícil distinguir entre humanos e máquinas. Isso tem consequências diretas para a confiança no ambiente digital.

Em agosto de 2023, uma fã de Taylor Swift perdeu dinheiro ao comprar ingressos falsos gerados por IA. Sem um mecanismo eficaz para garantir a autenticidade das interações, o risco de manipulação se torna cada vez maior.

Além das fraudes diretas, há um impacto significativo na disseminação de desinformação. Com sistemas de IA sendo usados para criar vídeos ultrarrealistas, como as deepfakes, se torna mais difícil identificar o que é verdadeiro e o que foi gerado artificialmente para enganar ou influenciar opiniões. Redes sociais, que já enfrentam desafios para conter fake news, agora lidam com uma enxurrada de conteúdos sintéticos que podem distorcer percepções e afetar até processos democráticos. Esse cenário torna urgente a criação de uma nova camada de verificação na internet, que garanta que apenas humanos participem de certas interações.

Outro fator crítico é que os métodos tradicionais de autenticação estão se tornando obsoletos diante do avanço da tecnologia. CAPTCHAs, que antes diferenciavam humanos de máquinas, hoje podem ser resolvidos por IA com até mais eficiência do que por pessoas. A autenticação em duas etapas, apesar de mais segura, ainda pode ser burlada por hackers sofisticados. E se, no passado, a internet foi projetada para ser aberta e acessível, hoje vemos uma corrida para implementar barreiras cada vez mais rígidas para conter bots – o que pode comprometer a experiência dos próprios usuários legítimos.

Soluções da sétima web

Para restaurar a confiança digital, a Human Web propõe novos mecanismos de validação que priorizam a segurança e a privacidade. Entre eles a verificação descentralizada, a partir de tecnologias como blockchain, que garantem identidades sem as armazenar centralmente, reduzindo riscos de vazamento; a autenticação biométrica e física, como o reconhecimento de íris; além de sinais robustos para impedem ataques Sybil, que criam múltiplas contas automatizadas para manipular sistemas.

Com isso, a implementação da Human Web pode transformar diversos setores que dependem diretamente da segurança digital, como o E-commerce, as próprias redes sociais, aplicativos de relacionamento e até a governança digital e diversos processos de votações que acontecem online.

Ainda que a proposta da Sétima Web seja uma solução positiva, sua implementação é desafiadora para continuar garantindo privacidade e acessibilidade às tecnologias.

Uma internet na qual humanos sejam protagonistas 

Portanto, para manter a internet como fonte de conexão e informação é essencial equilibrar o avanço da inteligência artificial com mecanismos que garantam interações genuínas e seguras. A construção da “sétima Web” dependerá da colaboração entre empresas, governos e desenvolvedores, equilibrando a inovação, privacidade e acessibilidade.

Se a IA já consegue se passar por humana, cabe aos próprios humanos criar os mecanismos que protejam o que ainda nos torna únicos. E é isso a que a tecnologia da World se propõe.

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